25/06/2009 - 17h30
Brasil abandona fair play em jogo mais exigente contra África de Joel
Do UOL Esporte
Em São Paulo
Em São Paulo
A dura vitória contra a África do Sul do técnico brasileiro Joel Santana por 1 a 0 nesta quinta-feira em Johanesburgo fez a seleção brasileira abandonar uma característica marcante da equipe na Copa das Confederações: o fair play (jogo limpo).
Contra os sul-africanos, o Brasil acabou com uma marca de 301 minutos sem receber cartão amarelo. O autor da 'façanha' foi o volante Felipe Melo, que cometeu uma falta mais dura aos 31min do primeiro tempo e foi penalizado.
Além de Felipe Melo, a seleção brasileira teve outro atleta advertido com o cartão amarelo, o lateral-esquerdo André Santos, que fez falta em Modise aos 15min do segundo tempo.
Mesmo não cometendo faltas em ninguém, o lateral-direito Daniel Alves recebeu cartão amarelo no final do segundo tempo, pois levantou a camisa ao comemorar o gol que definiu a vitória da seleção brasileira.
Apesar do número de cartões amarelos na partida contra a África do Sul, a quantidade de faltas não oscilou muito em relação às outras partidas. Contra a África do Sul, o Brasil cometeu 14 faltas.
Na vitória por 4 a 3 contra o Egito, a seleção brasileira fez 15 faltas. Já no segundo jogo contra os Estados Unidos (3 a 0), foram 14. No triunfo contra a Itália por 3 a 0, o Brasil fez 13 faltas.
Além de Felipe Melo, a seleção brasileira teve outro atleta advertido com o cartão amarelo, o lateral-esquerdo André Santos, que fez falta em Modise aos 15min do segundo tempo.
Mesmo não cometendo faltas em ninguém, o lateral-direito Daniel Alves recebeu cartão amarelo no final do segundo tempo, pois levantou a camisa ao comemorar o gol que definiu a vitória da seleção brasileira.
Apesar do número de cartões amarelos na partida contra a África do Sul, a quantidade de faltas não oscilou muito em relação às outras partidas. Contra a África do Sul, o Brasil cometeu 14 faltas.
Na vitória por 4 a 3 contra o Egito, a seleção brasileira fez 15 faltas. Já no segundo jogo contra os Estados Unidos (3 a 0), foram 14. No triunfo contra a Itália por 3 a 0, o Brasil fez 13 faltas.
Daniel Alves foi o nome da partida ao marcar o gol da classificação do Brasil
BAHIANO DE JUAZEIRO É A ESTRELA DO JOGO BRASIL X ÁFRICA DO SUL
25/06/2009 - 17h29
Daniel Alves entra, salva Brasil no fim e espanta 'zebra' africana para ir à final
Alexandre Sinato e Bruno Freitas
Em Johanesburgo (África do Sul)
Em Johanesburgo (África do Sul)
Foi sofrido. A segunda "zebra" das semifinais da Copa das Confederações rondou o estádio Ellis Park nesta quinta-feira, mas foi afastada por Daniel Alves. Autor do gol brasileiro na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, o lateral-direito ajudou a equipe a carimbar sua passagem à decisão da competição pela quarta vez na história. A dificuldade, contudo, foi grande. O gol saiu somente aos 42min da etapa final.
PRINCIPAIS LANCES | ||||||||||||
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O lateral não se conteve e extravasou levantando a camisa para mostrar tatuagem feita para os dois filhos, Daniel Filho e Vitória. "Era um presente que tinha guardado e estava esperando há muito tempo para mostrar. Como a gente fica muito tempo longe por causa do trabalho, a saudade aperta. Graças a Deus pude dar esse presente a eles", comemorou.
Daniel Alves entrou no lugar de André Santos aos 36min do segundo tempo para ser o nome do jogo seis minutos mais tarde. Com cobrança de falta perfeita, sua especialidade, foi o herói da classificação brasileira e o carrasco do conterrâneo Joel Santana, treinador dos sul-africanos.
Ao som de sua ensurdecedora torcida, os anfitriões venderam caro a derrota na primeira semifinal do país em um torneio Fifa. Batalharam com a mesma vontade do início ao fim pelo que seria um triunfo histórico. Foi o jogo mais duro para o Brasil na competição. No entanto, o time de Dunga fez valer o favoritismo. A equipe da casa, por sua vez, teve a valentia reconhecida e foi aplaudida após o apito final.
"Já sabia que seria difícil e que a África do Sul ia atacar, montando um esquema forte na defesa para sair no contra-ataque. Foi um jogo duro e normal para um torneio que vai chegando ao final", analisou Dunga.
A decisão contra os Estados Unidos acontece novamente no Ellis Park, em Johanesburgo, às 15h30 (de Brasília) do próximo domingo. No mesmo dia, às 10h (horário brasileiro), a África do Sul busca o terceiro lugar diante da Espanha em Rustenburgo. Os europeus foram vítimas da maior surpresa do torneio ao perderem para os norte-americanos na primeira semi.
Será a quarta decisão de Copa das Confederações do Brasil em seis edições. O retrospecto é positivo. Os pentacampeões levaram o título em 1997 e 2005. Só perderam a final em 1999.
Daniel Alves entrou no lugar de André Santos aos 36min do segundo tempo para ser o nome do jogo seis minutos mais tarde. Com cobrança de falta perfeita, sua especialidade, foi o herói da classificação brasileira e o carrasco do conterrâneo Joel Santana, treinador dos sul-africanos.
Ao som de sua ensurdecedora torcida, os anfitriões venderam caro a derrota na primeira semifinal do país em um torneio Fifa. Batalharam com a mesma vontade do início ao fim pelo que seria um triunfo histórico. Foi o jogo mais duro para o Brasil na competição. No entanto, o time de Dunga fez valer o favoritismo. A equipe da casa, por sua vez, teve a valentia reconhecida e foi aplaudida após o apito final.
"Já sabia que seria difícil e que a África do Sul ia atacar, montando um esquema forte na defesa para sair no contra-ataque. Foi um jogo duro e normal para um torneio que vai chegando ao final", analisou Dunga.
A decisão contra os Estados Unidos acontece novamente no Ellis Park, em Johanesburgo, às 15h30 (de Brasília) do próximo domingo. No mesmo dia, às 10h (horário brasileiro), a África do Sul busca o terceiro lugar diante da Espanha em Rustenburgo. Os europeus foram vítimas da maior surpresa do torneio ao perderem para os norte-americanos na primeira semi.
Será a quarta decisão de Copa das Confederações do Brasil em seis edições. O retrospecto é positivo. Os pentacampeões levaram o título em 1997 e 2005. Só perderam a final em 1999.
ANÁLISE DE JUCA KFOURI | ||
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Com Luisão no lugar do lesionado Juan, única alteração em relação à partida passada, o Brasil viu logo no começo do jogo que teria trabalho na defesa. Joel Santana não blefou ao dizer que sua equipe buscaria o ataque. Sem a bola, porém, a África do Sul postou os 11 no campo de defesa. A seleção de Dunga também se posicionou bem atrás.
Por isso, o primeiro chute a gol do jogo aconteceu só aos 12min, com Ramires. Já a primeira chance clara de gol foi dos anfitriões, em cabeçada de Mokoena que assustou Júlio César. Uma cobrança de falta de Tshabalala também levou perigo.
A torcida fez sua parte. Além de soprar as tradicionais vuvuzelas, os sul-africanos gritaram e ficaram eufóricos a cada drible, passe em profundidade ou cruzamento. Também lamentaram em coro os erros dos Bafana Bafana, que não foram poucos (principalmente no setor ofensivo).
Por isso, o primeiro chute a gol do jogo aconteceu só aos 12min, com Ramires. Já a primeira chance clara de gol foi dos anfitriões, em cabeçada de Mokoena que assustou Júlio César. Uma cobrança de falta de Tshabalala também levou perigo.
A torcida fez sua parte. Além de soprar as tradicionais vuvuzelas, os sul-africanos gritaram e ficaram eufóricos a cada drible, passe em profundidade ou cruzamento. Também lamentaram em coro os erros dos Bafana Bafana, que não foram poucos (principalmente no setor ofensivo).
ESTATÍSTICAS SEGUNDO O DATAFOLHA | ||||||||||||||||||||||||
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O mesmo aconteceu com o Brasil. A insistência pelo meio resultou em tabelas incompletas. Os laterais também não conseguiram chegar ao fundo com frequência. Kaká e Robinho tentaram buscar mais o jogo para abrir espaços. O camisa 10 teve as melhores chances da seleção no primeiro tempo. Um chute que raspou a trave. O outro parou nas mãos de Khune. Pienaar deu o troco no fim da etapa inicial.
Depois do intervalo, o Brasil esboçou postura mais aguda, com marcação adiantada. A equipe da casa, por sua vez, empolgou-se com seu desempenho e representou perigo constante à meta de Júlio César. Do outro lado, Khune teve menos trabalho.
Depois do intervalo, o Brasil esboçou postura mais aguda, com marcação adiantada. A equipe da casa, por sua vez, empolgou-se com seu desempenho e representou perigo constante à meta de Júlio César. Do outro lado, Khune teve menos trabalho.
JÚLIO CÉSAR SE EMOCIONA | ||
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A falta de criatividade no meio e o individualismo excessivo dos homens de frente complicaram a seleção brasileira. Se por um lado Júlio César foi pouco ameaçado (exceção feita a chute perigoso de Teko Modise), Kaká, Robinho e Luís Fabiano também pouco fizeram de efetivo, vencidos pela marcação.
Mas Dunga tinha Daniel Alves como opção. O lateral-direito saiu do banco para anotar belo gol de falta e frustrar mais de 40 mil sul-africanos presentes no estádio. As vuvuzelas perderam força, assim como os gritos dos fãs dos Bafana Bafana.
BRASIL 1 X 0 ÁFRICA DO SUL
Brasil
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Kleberson)
Técnico: Dunga
África do Sul
Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Dikgacoi, Tshabalala (Mphela), Mhlongo, Modise (Mashego) e Pienaar (Van Heerden); Parker
Técnico: Joel Santana
Data: 25/06/2009 (quinta-feira)
Local: estádio Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Árbitro: Massimo Busacca (SUI)
Auxiliares: Matthias Arnet (SUI) e Francesco Buragina (SUI)
Público: 48.049 pessoas
Cartões amarelos: Felipe Melo, André Santos, Daniel Alves (BRA); Masilela (AFS)
Gol: Daniel Alves, aos 42min do segundo tempo
Fonte: uol Esporte
Mas Dunga tinha Daniel Alves como opção. O lateral-direito saiu do banco para anotar belo gol de falta e frustrar mais de 40 mil sul-africanos presentes no estádio. As vuvuzelas perderam força, assim como os gritos dos fãs dos Bafana Bafana.
BRASIL 1 X 0 ÁFRICA DO SUL
Brasil
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Kleberson)
Técnico: Dunga
África do Sul
Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Dikgacoi, Tshabalala (Mphela), Mhlongo, Modise (Mashego) e Pienaar (Van Heerden); Parker
Técnico: Joel Santana
Data: 25/06/2009 (quinta-feira)
Local: estádio Ellis Park, em Johanesburgo (África do Sul)
Árbitro: Massimo Busacca (SUI)
Auxiliares: Matthias Arnet (SUI) e Francesco Buragina (SUI)
Público: 48.049 pessoas
Cartões amarelos: Felipe Melo, André Santos, Daniel Alves (BRA); Masilela (AFS)
Gol: Daniel Alves, aos 42min do segundo tempo
Fonte: uol Esporte
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