
Jogadores do Brasil cercam Nilmar no gol da virada por 2 a 1 sobre o Paraguai
10/06/2009 - 23h52
Brasil bate último algoz, obtém 100% em dupla após seis anos e se isola no topo
Carlos Padeiro
No Recife (PE)
No Recife (PE)
Nenhum adversário leva vantagem nos confrontos com o Brasil durante a era Dunga. Na noite desta quarta-feira, a seleção contou com o apoio da torcida pernambucana no estádio do Arruda e superou o algoz que restava. Venceu de virada o Paraguai por 2 a 1, com gols de Robinho e Nilmar, e se isolou na liderança das eliminatórias sul-americanas.
PRINCIPAIS LANCES | |||||||||||||
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Mais do que isso, o time pentacampeão mundial encerrou um jejum que já durava seis anos. Após 12 tentativas, obteve 100% de aproveitamento em uma rodada dupla de eliminatória - no último sábado, goleou o Uruguai por 4 a 0, fora de casa.
"Tomamos um gol de falta, mas o time soube reagir. O público incentivou, e os jogadores sentiram o carinho e, principalmente, o respeito. Com esse carinho, eles crescem e conseguem se superar", observou Dunga, agradecendo a postura dos torcedores no Arruda.
Esse foi o sétimo triunfo do Brasil no torneio qualificatório - soma agora 27 pontos, um a mais do que o Chile. O Paraguai segue com 24 pontos e deixou a vice-liderança, enquanto a Argentina está em quarto lugar, com 22.
A seleção sucumbira diante do Paraguai em junho de 2008 - foi a quarta derrota sob o comando de Dunga. Os outros algozes foram Portugal, México e Venezuela, e o time nacional já havia conseguido a revanche contra eles. Restava o Paraguai, e o troco foi dado.
No primeiro tempo, Cabañas, carrasco de Flamengo e Santos na Libertadores de 2008, assustou os brasileiros ao abrir o placar em uma cobrança de falta. Mas a dupla de ataque, formada por Nilmar e Robinho, virou.
"O torcedor pernambucano deu um grande exemplo. Mesmo no momento em que estávamos mal no jogo, eles nos incentivaram, e isso foi fundamental para buscarmos primeiro o empate e depois a vitória", destacou Kaká.
O jogo
Muitos passes errados no ataque e nenhuma finalização com perigo. Esse foi o desempenho do Brasil até os 40min da etapa inicial, quando Robinho balançou as redes.
Na defesa, ponto forte da seleção de Dunga, um buraco pelo lado esquerdo, nas costas de Kléber, foi o caminho que os paraguaios encontraram para atacar. Além disso, a zaga não conseguia segurar Cabañas.
Como o Brasil não se acertava no ataque, o rival sul-americano cresceu em campo e teve as melhores oportunidades para marcar.
Aos 22min, a primeira boa chance de gol da partida. A jogada começou nos pés de Cabañas, que deu um drible desconcertante em Juan e lançou Martínez na área. O camisa 9 dominou no peito, girou e bateu forte. Júlio César espalmou para escanteio.
Três minutos depois, Cabañas cobrou falta da intermediária, a bola desviou em Elano no meio do caminho e matou o goleiro brasileiro.
O time nacional sentiu o baque e piorou em campo. Até que, aos 40min, Daniel Alves cruzou no segundo pau, Robinho apareceu sozinho para finalizar com o pé esquerdo, de primeira, e empatar o confronto. O ex-santista é o artilheiro da era Dunga, agora com 14 gols.
O segundo gol ocorreu logo aos 4min da etapa final. Felipe Melo lançou, Nilmar tentou ajeitar no peito para Robinho, a bola tocou no zagueiro e sobrou para o próprio camisa 9, que bateu na saída de Villar.
"Tomamos um gol de falta, mas o time soube reagir. O público incentivou, e os jogadores sentiram o carinho e, principalmente, o respeito. Com esse carinho, eles crescem e conseguem se superar", observou Dunga, agradecendo a postura dos torcedores no Arruda.
Esse foi o sétimo triunfo do Brasil no torneio qualificatório - soma agora 27 pontos, um a mais do que o Chile. O Paraguai segue com 24 pontos e deixou a vice-liderança, enquanto a Argentina está em quarto lugar, com 22.
A seleção sucumbira diante do Paraguai em junho de 2008 - foi a quarta derrota sob o comando de Dunga. Os outros algozes foram Portugal, México e Venezuela, e o time nacional já havia conseguido a revanche contra eles. Restava o Paraguai, e o troco foi dado.
No primeiro tempo, Cabañas, carrasco de Flamengo e Santos na Libertadores de 2008, assustou os brasileiros ao abrir o placar em uma cobrança de falta. Mas a dupla de ataque, formada por Nilmar e Robinho, virou.
"O torcedor pernambucano deu um grande exemplo. Mesmo no momento em que estávamos mal no jogo, eles nos incentivaram, e isso foi fundamental para buscarmos primeiro o empate e depois a vitória", destacou Kaká.
O jogo
Muitos passes errados no ataque e nenhuma finalização com perigo. Esse foi o desempenho do Brasil até os 40min da etapa inicial, quando Robinho balançou as redes.
Na defesa, ponto forte da seleção de Dunga, um buraco pelo lado esquerdo, nas costas de Kléber, foi o caminho que os paraguaios encontraram para atacar. Além disso, a zaga não conseguia segurar Cabañas.
Como o Brasil não se acertava no ataque, o rival sul-americano cresceu em campo e teve as melhores oportunidades para marcar.
Aos 22min, a primeira boa chance de gol da partida. A jogada começou nos pés de Cabañas, que deu um drible desconcertante em Juan e lançou Martínez na área. O camisa 9 dominou no peito, girou e bateu forte. Júlio César espalmou para escanteio.
Três minutos depois, Cabañas cobrou falta da intermediária, a bola desviou em Elano no meio do caminho e matou o goleiro brasileiro.
O time nacional sentiu o baque e piorou em campo. Até que, aos 40min, Daniel Alves cruzou no segundo pau, Robinho apareceu sozinho para finalizar com o pé esquerdo, de primeira, e empatar o confronto. O ex-santista é o artilheiro da era Dunga, agora com 14 gols.
O segundo gol ocorreu logo aos 4min da etapa final. Felipe Melo lançou, Nilmar tentou ajeitar no peito para Robinho, a bola tocou no zagueiro e sobrou para o próprio camisa 9, que bateu na saída de Villar.
ANÁLISE DE JUCA KFOURI | ||
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Com a vantagem no placar, o time nacional passou a explorar os contra-ataques, já que os paraguaios foram obrigados a sair para o jogo.
Aos 12min, Kaká arrancou pelo meio e tocou para Robinho. O atleta do Manchester City chutou, a bola desviou na zaga e o goleiro Villar espalmou pela linha de fundo.
Daniel Alves, Alexandre Pato e Robinho tiveram a oportunidade de ampliar o placar, porém pecaram na finalização. A zaga brasileira soube neutralizar Cabañas, e o goleiro Júlio César não teve mais trabalho.
BRASIL 2 X 1 PARAGUAI
Data: 10/06/2009 (quarta-feira)
Local: estádio do Arruda, no Recife (PE)
Árbitro: Óscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham Gonzalez e Wilson Berrío (ambos da COL)
Público: 56.682
Renda: R$ 4.332.555,00
Cartões amarelos: Felipe Melo (B), Lúcio (B), Ramires (B); Cáceres (P), J. Cáceres (P)
Cartão vermelho: J. Cáceres (P)
Gols: Cabañas (P), aos 25min, e Robinho, aos 40min do primeiro tempo; Nilmar, aos 4min do segundo tempo
Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Kléberson) e Nilmar (Alexandre Pato)
Técnico: Dunga
Paraguai
Villar; Verón, J. Cáceres, Da Silva e Caniza; Bonet, Cáceres, Riveros e Ledesma; Osvaldo Martínez (Lopez) e Cabañas
Técnico: Gerardo Martino
Fonte: uol Esporte
Aos 12min, Kaká arrancou pelo meio e tocou para Robinho. O atleta do Manchester City chutou, a bola desviou na zaga e o goleiro Villar espalmou pela linha de fundo.
Daniel Alves, Alexandre Pato e Robinho tiveram a oportunidade de ampliar o placar, porém pecaram na finalização. A zaga brasileira soube neutralizar Cabañas, e o goleiro Júlio César não teve mais trabalho.
BRASIL 2 X 1 PARAGUAI
Data: 10/06/2009 (quarta-feira)
Local: estádio do Arruda, no Recife (PE)
Árbitro: Óscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham Gonzalez e Wilson Berrío (ambos da COL)
Público: 56.682
Renda: R$ 4.332.555,00
Cartões amarelos: Felipe Melo (B), Lúcio (B), Ramires (B); Cáceres (P), J. Cáceres (P)
Cartão vermelho: J. Cáceres (P)
Gols: Cabañas (P), aos 25min, e Robinho, aos 40min do primeiro tempo; Nilmar, aos 4min do segundo tempo
Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Kléberson) e Nilmar (Alexandre Pato)
Técnico: Dunga
Paraguai
Villar; Verón, J. Cáceres, Da Silva e Caniza; Bonet, Cáceres, Riveros e Ledesma; Osvaldo Martínez (Lopez) e Cabañas
Técnico: Gerardo Martino
Fonte: uol Esporte
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