Kaká marcou dois dos quatro gols brasileiros na difícil estreia contra o Egito
15/06/2009 - 12h55
Pênalti no fim livra Brasil de tropeço na estreia contra o Egito
Alexandre Sinato e Bruno Freitas
Em Bloemfontein (África do Sul)
Em Bloemfontein (África do Sul)
Em uma estreia marcada por panes defensivas em série, o Brasil começou a campanha na Copa das Confederações com uma suada vitória por 4 a 3 sobre o Egito, nesta segunda-feira, no estádio Free State, em Bloemfontein. O time de Dunga fechou o primeiro tempo com dois gols de vantagem, depois permitiu a inesperada reação dos atuais campeões africanos, mas se salvou com um pênalti nos minutos finais.
OS SETE GOLS DA PARTIDA | |||||||||
---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Com 2 gols em 2 minutos, Egito empatou um jogo que já parecia ganho para o Brasil | |||||||||
![]() No final, Kaká, de pênalti, salvou os brasileiros de uma decepção na estreia | |||||||||
| |||||||||
![]() | |||||||||
![]() | |||||||||
![]() | |||||||||
![]() | |||||||||
![]() |
O triunfo na estréia coloca a seleção com 3 pontos somados no grupo B, na ponta. Ainda nesta segunda, outro jogo complementa a primeira rodada da chave, com o confronto entre a campeã mundial Itália e os Estados Unidos. Duas equipes avançam às semifinais.
Defensivamente, a vitória sobre os egípcios deixa no ar a preocupação em relação ao trabalho para conter jogadas adversárias pela linha de fundo e também na contenção de contra-ataques. Foi com esses tipos de jogadas que os atuais campeões da África conseguiram suas melhores chances e seus gols. O sistema de proteção aos laterais do time de Dunga foi surpreendentemente vulnerável no duelo desta segunda.
Na frente, os homens responsáveis por criação e definição não estiveram num dia inspirados, principalmente no aspecto coletivo. Assim, dois dos gols brasileiros saíram em jogadas pelo alto, em bola parada, que saíram dos pés de Elano. O outro aconteceu em belo lance individual de Kaká, além do pênalti.
Daniel Alves foi a novidade na formação inicial da seleção, em seu terceiro jogo consecutivo como titular da lateral direita, agora aparentemente efetivado, vencendo momentaneamente a disputa com Maicon, antigo dono da posição. No entanto, o jogador do Barcelona sai do jogo com a constatação desagradável de que dois gols do Egito saíram em seu setor de marcação.
O tradicional conceito de dificuldade em estreias importantes parecia cair por terra logo aos 4min de jogo, quando Kaká recebeu passe de Daniel Alves e se livrou de dois marcadores com dribles pelo alto para fazer um belo gol, o primeiro do Brasil no torneio.
No entanto, apenas quatro minutos depois, o Egito conseguiu o gol de empate, através de uma jogada de linha de fundo pela esquerda, nas costas de Kléber. No lance, após preciso cruzamento, Mohamed Zidan completou para as redes com toque de cabeça.
O começo em ritmo alucinante do confronto continuou com nova mudança de placar aos 11min, quando o Brasil retomou a vantagem graças ao desvio de cabeça de Luís Fabiano na área, depois de cobrança de falta de Elano.
Os comandados de Dunga consolidaram a vantagem ainda antes do intervalo, aos 36min, com conclusão de cabeça de Juan após escanteio cobrado por Elano na direita. Tudo parecia caminhar para uma vitória sem mais sustos.
No entanto, a vantagem que parecia tranquila desabou subitamente em apenas um minuto no começo do segundo tempo, aos 8min e 9min. Em dois lances em que o sistema defensivo brasileiro deu show de mau posicionamento, Shawky e Zidan marcaram, em chute de fora da área após troca de passes e arrancada individual, respectivamente.
Defensivamente, a vitória sobre os egípcios deixa no ar a preocupação em relação ao trabalho para conter jogadas adversárias pela linha de fundo e também na contenção de contra-ataques. Foi com esses tipos de jogadas que os atuais campeões da África conseguiram suas melhores chances e seus gols. O sistema de proteção aos laterais do time de Dunga foi surpreendentemente vulnerável no duelo desta segunda.
Na frente, os homens responsáveis por criação e definição não estiveram num dia inspirados, principalmente no aspecto coletivo. Assim, dois dos gols brasileiros saíram em jogadas pelo alto, em bola parada, que saíram dos pés de Elano. O outro aconteceu em belo lance individual de Kaká, além do pênalti.
Daniel Alves foi a novidade na formação inicial da seleção, em seu terceiro jogo consecutivo como titular da lateral direita, agora aparentemente efetivado, vencendo momentaneamente a disputa com Maicon, antigo dono da posição. No entanto, o jogador do Barcelona sai do jogo com a constatação desagradável de que dois gols do Egito saíram em seu setor de marcação.
O tradicional conceito de dificuldade em estreias importantes parecia cair por terra logo aos 4min de jogo, quando Kaká recebeu passe de Daniel Alves e se livrou de dois marcadores com dribles pelo alto para fazer um belo gol, o primeiro do Brasil no torneio.
No entanto, apenas quatro minutos depois, o Egito conseguiu o gol de empate, através de uma jogada de linha de fundo pela esquerda, nas costas de Kléber. No lance, após preciso cruzamento, Mohamed Zidan completou para as redes com toque de cabeça.
O começo em ritmo alucinante do confronto continuou com nova mudança de placar aos 11min, quando o Brasil retomou a vantagem graças ao desvio de cabeça de Luís Fabiano na área, depois de cobrança de falta de Elano.
Os comandados de Dunga consolidaram a vantagem ainda antes do intervalo, aos 36min, com conclusão de cabeça de Juan após escanteio cobrado por Elano na direita. Tudo parecia caminhar para uma vitória sem mais sustos.
No entanto, a vantagem que parecia tranquila desabou subitamente em apenas um minuto no começo do segundo tempo, aos 8min e 9min. Em dois lances em que o sistema defensivo brasileiro deu show de mau posicionamento, Shawky e Zidan marcaram, em chute de fora da área após troca de passes e arrancada individual, respectivamente.
ANÁLISE DE JUCA KFOURI | ||
---|---|---|
| ||
![]() |
Em seguida, Dunga mandou Alexandre Pato e Ramires a campo, nos lugares de Robinho e Elano. André Santos também entrou no lugar de Kléber, mas a seleção parecia não ter forças para vencer os azarões africanos. A vitória veio apenas em um pênalti.
Após cobrança de falta, Lúcio pegou a bola de primeira, mas Al Muhamadi impediu o gol com o braço. Os jogadores brasileiros reclamaram, o juiz marcou a penalidade e expulsou o defensor egípcio. Na cobrança, Kaká converteu, marcou seu segundo gol e sacramentou a vitória brasileira.
Depois da estreia suada, o Brasil volta a campo pela Copa das Confederações na quinta-feira, quando enfrenta a seleção dos Estados Unidos na cidade de Pretoria (11h, de Brasília), em mais uma rodada válida pelo grupo B do torneio.
Após cobrança de falta, Lúcio pegou a bola de primeira, mas Al Muhamadi impediu o gol com o braço. Os jogadores brasileiros reclamaram, o juiz marcou a penalidade e expulsou o defensor egípcio. Na cobrança, Kaká converteu, marcou seu segundo gol e sacramentou a vitória brasileira.
Depois da estreia suada, o Brasil volta a campo pela Copa das Confederações na quinta-feira, quando enfrenta a seleção dos Estados Unidos na cidade de Pretoria (11h, de Brasília), em mais uma rodada válida pelo grupo B do torneio.
ESTATÍSTICAS SEGUNDO O DATAFOLHA | |||||||||||||||||||||
---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
BRASIL 4 x 3 EGITO
Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Luís Fabiano
Técnico: Dunga
Egito
El Hadary; Ahmed Said, Hani Said e Gomaa; Fathi, Shawky, Ahmed Hassan (Eid), Abd Rabbou (Al Muhamadi) e Moawad; Aboutrika e Zidan
Técnico: Hassan Shehata
Data: 15/06/2009 (segunda-feira)
Local: estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Michael Mullarkey (ING) e Peter Kirkup (ING)
Cartão amarelo: Moawad (EGI)
Cartão vermelho: Al Muhamadi (EGI)
Gols: Kaká aos 4min; Zidan, aos 8min; Luís Fabiano, aos 11min; Juan, aos 36min do primeiro tempo; Shawky, aos 8min; Zidan, aos 9min; Kaká, aos 45min do segundo tempo
Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Luís Fabiano
Técnico: Dunga
Egito
El Hadary; Ahmed Said, Hani Said e Gomaa; Fathi, Shawky, Ahmed Hassan (Eid), Abd Rabbou (Al Muhamadi) e Moawad; Aboutrika e Zidan
Técnico: Hassan Shehata
Data: 15/06/2009 (segunda-feira)
Local: estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Michael Mullarkey (ING) e Peter Kirkup (ING)
Cartão amarelo: Moawad (EGI)
Cartão vermelho: Al Muhamadi (EGI)
Gols: Kaká aos 4min; Zidan, aos 8min; Luís Fabiano, aos 11min; Juan, aos 36min do primeiro tempo; Shawky, aos 8min; Zidan, aos 9min; Kaká, aos 45min do segundo tempo
Nenhum comentário:
Postar um comentário
e-mail quincas11quincas@hotmail.com